Olá, que bom ter vocês com a gente na nossa coluna Pequenas Conversas, onde falamos sobre crianças, adolescentes, o seu cuidar e o formar essa pessoa para que possa viver a vida — uma vida digna.
Já falamos sobre vínculos, sobre o começo desses vínculos que se formam ainda na gravidez. Existem alguns sinais que podem ser percebidos quando essa aceitação, que às vezes acontece com um bebê que não era esperado — talvez no pai ou na mãe também não houvesse preparo naquele momento, acaba trazendo sofrimento.
É importante perceber que, quando há sinais muito exuberantes na gravidez que representam dificuldade ou até sofrimento, é preciso procurar ajuda. Algo nesse laço, nessa importância que esse filho precisa ter para o pai e para a mãe, pode não estar se formando adequadamente.
Então, se vocês estão em processo de gravidez e esse bebê é considerado “fora da hora certa”, ou se ele já traz, durante a gestação, ideias e sentimentos de sofrimento, procurem ajuda. É preciso avaliar todo esse laço que precisa ser construído, porque esse bebê vai carregar metade do pai e metade da mãe para o resto da vida — e por isso essa importância.
A ajuda do médico, da obstetra, da enfermeira, de um psicólogo ou de uma psicóloga é fundamental. Quando nos tornamos pai e mãe, revivemos toda a nossa infância e a forma como nossos pais cuidaram da gente. Muitas vezes com a melhor das intenções, mas nem sempre da melhor forma.
Precisamos ser capazes de fazer esse filtro: o que realmente foi bom, o que nos deu estímulo para a vida, desejo e alegria de viver; e o que nos bloqueou ou nos angustiou a ponto de nos impedir de seguir adiante como poderíamos.
Vamos rever esse histórico como filhos, porque precisamos disso para podermos ser bons pais.
Eu sou Luci Pfeiffer, médica pediatra e psicanalista, e agradeço a atenção de vocês, esperando que nos acompanhem na próxima coluna Pequenas Conversas.
Até lá!
Programa Dedica — Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.
