Olá, bem-vindos à nossa coluna Pequenas Conversas.
Convido vocês a seguirem comigo pensando sobre o desenvolvimento de uma criança e de um adolescente.

Sou Luci Pfeiffer, médica pediatra e psicanalista, e gostaria muito de conversar sobre a importância da supervisão do crescimento infantil.

Costuma-se dizer que cada criança é única e é verdade. Mas também existem parâmetros, normas e uma série de medidas de proteção e cuidado que somos obrigados a oferecer a esse bebê, a essa criança que cresce.

Por isso, levá-la ao pediatra é fundamental. Um pediatra fixo, alguém que conheça aquela criança e que, mês a mês, possa avaliar seu desenvolvimento:
“Puxa, está se desenvolvendo bem.”
Ou então: “Ele não ganhou peso suficiente.”
“Já deveria estar rolando aos seis ou oito meses e ainda não está.”

Ter um pediatra para que essa criança possa chamar de seu é extremamente importante — não apenas no primeiro ano de vida.

O que temos visto hoje, com pais que trabalham muito e com um mundo que nos atropela, é a perda dessa supervisão. Muitos pais levam os filhos ao pediatra apenas no primeiro ano e, depois disso, o acompanhamento se perde. O médico passa a ser procurado apenas em situações de doença, nos plantões de final de semana, para sintomas agudos como tosse e outras queixas.

Mas cuidar de um bebê, de uma criança ou de um adolescente é muito mais do que isso.
É acompanhar o desenvolvimento.
É prevenir situações de risco e acidentes.
É refletir sobre atitudes nossas que podem causar danos ao psiquismo dessa criança ou adolescente.

Por isso, pense: escolha um pediatra — um pediatra ou uma pediatra — que acompanhe regularmente o desenvolvimento da criança, para que não sejamos surpreendidos em um tempo em que aquele dano já não possa mais ser remediado.

Agradeço a atenção de vocês na nossa coluna Pequenas Conversas,
uma parceria da Rede AERP de Notícias com o Dedica,
programa de defesa dos direitos da criança e do adolescente.

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