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Olá, bem-vindos à nossa coluna Pequenas Conversas, parceria do programa Dedica, de defesa dos direitos da criança e do adolescente e da rede AERP de notícia, que nos oferece esse espaço para a gente conversar sobre as crianças e adolescentes, um tempo tão importante da vida do ser humano. Talvez vocês não saibam, mas nos primeiros anos de vida, desde que a criança nasce e passa a tentar nos enxergar, depois procura nosso rosto, depois vai procurando seu corpo e vai entendendo o que acontece à volta dela, com as nossas interpretações, somos nós que mostramos o mundo para a criança, toda uma evolução vai acontecer. E dessa evolução, vem alguns hábitos que poderíamos ter.

O aprender é sempre um hábito que se cria como algo valioso. É muito lindo quando uma criança passa a entender o que é um alfabeto, as letras, e que ela pode se comunicar até mesmo escrevendo, não só pela sua fala. E ela pode entender a escrita das placas da rua, dos anúncios e depois também dos livros.

E esse é um hábito muito bom. E agora que começam as aulas, quem sabe, vocês pais, professores, família, pode trazer para a criança essa ideia, que o aprender é bom, que o ler nos traz uma porta para o mundo. Hoje já muito acostumados até que, mesmo para comunicar um com o outro, mandamos mensagens, já não se liga mais muito para conversar com alguém que a gente quer bem.

E as crianças estão vendo isso. Então, o adulto é o espelho que a criança vai querer seguir, especialmente de pai e mãe. Pode ser que a gente não esteja habituado com a leitura de um livro, mas esse seria o melhor estímulo para a criança, a leitura antes de dormir, inicialmente pais lendo, depois podendo ter a paciência de escutar as primeiras leituras daquela criança como algo muito precioso de inteligência e que ela pode fazer.

Então, quem sabe, nesse começo de aulas, nesse começo de ano, a gente possa trabalhar um pouco mais o que é o valor do aprender e o valor da leitura,  que nos abre o conhecimento do mundo, estimula os neurônios e até também para que essa criança possa criar histórias para nós.  Eu agradeço a atenção de vocês e espero a companhia de todos na próxima coluna Pequenas Conversas.  Sou Luci Pfeiffer, médica pediatra, psicanalista e é muito bom poder conversar sobre crianças e adolescentes.

Até lá!