Estamos em tempo de férias e eu gostaria muito, como médica pediatra e psicanalista — sou Luci Pfeiffer — de conversar com vocês sobre os cuidados que temos que ter nesse tempo tão gostoso de descanso, de pausa, de pausa das aulas.
Mas que não deveria ser uma pausa absoluta. Aprender sempre é bom, ler pode (e deve) ser estimulado, e a leitura é uma janela aberta para o mundo e para um futuro melhor. Então, quem sabe pensar nesse tempo de férias o que podemos oferecer, não como aquela ideia de “puxa, até que enfim sem aula”, porque essa não seria uma ideia boa. Como voltar para as aulas se desvalorizando o aprender?
Quem sabe possamos ter um tempo diferente: um tempo sem obrigações, sem horários rígidos, um tempo de mais conversa. Mas, especialmente, um tempo em que precisamos ter cuidado.
Então, nas férias — seja no calor, seja agora, nesse verão, seja na praia ou em casa — precisamos cuidar do horário do sol para evitar queimaduras, evitar não só o dano à pele, mas também algo que hoje se sabe: o acúmulo de horas de sol em horário inadequado favorece o desenvolvimento do câncer de pele.
Precisamos pensar nisso desde os nossos bebês. Horário de criança na praia: até as 10 horas e depois das 5 da tarde. Mesmo que esteja embaixo de um guarda-sol, mesmo que esteja cheia de protetor solar, temos o calor que desidrata e a força do sol, que pode fazer com que, em algum momento, essa cabecinha fique superaquecida — e nada disso é bom.
Sempre é preciso hidratação: água mesmo. Refrigerante, com certeza, e sorvete não são os alimentos que hidratam uma criança.
Então, seja na praia ou na piscina, precisamos cuidar. Temos que estar por perto. O afogamento é uma grande causa de morte em nosso país e precisamos programar para que a criança possa se divertir sem dano.
Eu agradeço a atenção de vocês e espero que nos acompanhem na próxima coluna.
Pequenas Conversas: uma parceria da Rede AERP de Notícias com o Programa Dedica, de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.
