Olá, bem-vindos à nossa coluna Pequenas Conversas, onde falamos de crianças e adolescentes e o seu cuidar.
Quem sabe possamos falar hoje, e ao meu convite, não apenas da criança que se tem hoje, mas talvez da criança que fomos, até para analisar um pouco o que facilitou nossa vida e o que foi difícil.
Existe na infância a necessidade do brincar, o brincar livre, o brincar de criar, onde se aprende, estimula a criatividade, o brincar de sempre protegido, onde as crianças repetem o que vem do mundo adulto.
Por isso é tão importante, pai e mãe, que estejam do lado e tenham o tempo do brincar. No brincar a gente ensina, num jogo, por exemplo, o ir à luta, para ganhar, para ter sucesso, ou numa pintura, para que fique bonita, que fique agradável.
Então, no brincar se treina a vida, o sucesso, o lutar pela vida e se aprende também quando algo não dá certo. Então, perder um jogo é saber como enfrentar essa perda, não como uma necessidade absoluta de sempre ganhar. Aprende-se o respeito ao outro, a persistência; são muitos valores.
A criança é maravilhosa quando brinca, porque ela nos traz conceitos e valores que às vezes a gente nem sabe que ela tem, em todas as idades, mesmo uma criancinha de 2, 3 ou 4 anos.
E no brincar o ideal seria que tivéssemos ali o pai e a mãe, para que, no começo, talvez seja um pouco mais difícil voltar à criança que vocês foram e que já brincaram, espero que sim, mas poder até se maravilhar com esse serzinho que está crescendo e com as interpretações que ele faz do mundo e de nós mesmos.
Até para ver onde a gente está acertando e onde a gente pode estar errando com essa criança ou adolescente.
Fica aí o convite e a pergunta: o quanto vocês, adultos, usam do seu tempo para estar perto dos seus filhos? O quanto vocês usam para estar realmente presentes, não ocupados com mil coisas ou hipnotizados no celular?
E o quanto será que, se vocês não brincam, se vocês não olham, se vocês não estão perto, vocês estão perdendo dessa convivência de ver um filho crescer, que é um tempo único e passa.
É o cultivo do seu relacionamento com essa criança na adolescência e na idade adulta.
O quanto vocês estão deixando de ver o que vocês criaram, que é um filho?
Fica a pergunta e, quem sabe, vocês possam analisar o quanto pode ser muito gostoso estar perto do filho, da filha, escutá-lo e saber dos seus valores, e até poder ensinar quais são os de vocês.
Eu agradeço a atenção de vocês e espero que nos acompanhem na próxima coluna Pequenas Conversas.
Até lá!
Pequenas Conversas
Uma parceria da Rede AERP de Notícias e do programa DEDICA, de defesa dos direitos da criança e do adolescente.
