Olá, que bom ter vocês com a gente na nossa coluna Pequenas Conversas. E hoje vamos falar dos pequenos, sobre uma transição muito importante. Falamos em programas atrás sobre a transição da infância para a adolescência.

E agora, quem sabe começamos lá no comecinho mesmo, da gestação, que se espera, que tenha sido planejada, e se não foi, que tenha se transformado em desejada no período de crescimento desse bebê, milagre da natureza, permitido às mulheres. Então, ao nascimento, a gente vai ter um bebê que não está pronto para a vida. Diferente de outras, de espécies de animais que nascem e já ficam de pé, e saem procurando alimento, o bebê, ele ainda é um bebê totalmente dependente do mundo adulto. E totalmente dependente não só do cuidado, o cuidado do aconchegar, o cuidado da higiene e da alimentação, mas também do cuidado de estímulo.

Os neurônios do bebê estão lá em uma quantidade imensa, muitos inclusive vão se perder durante a vida, se não usados, sempre com neurônios compensatórios, na falta de um, temos cadeias de outros, mas que precisam se unir, é o que chamamos de sinapses, para que eles funcionem. Por isso, num bebê pequeno, a gente vai vendo aquela incapacidade total de lutar pela vida, o movimento sempre em bloco, ele se mexe com o corpo todo, sem querer isso significar um desejo ou uma vontade, ele ainda não controla. Por isso, se mexe inteiro a qualquer estímulo. Seja ele de toque, seja ele sonoro. Por isso, falarmos com o bebê tudo que vamos fazer, conversarmos sobre ele e até podemos aconchegar esse bebê e dizer que ele é bem-vindo, na hora que você fala, o tom de voz vai marcar, a suavidade da voz e essa fala de um amor, que vai crescer dentro dessa mãe, com esse pai, a partir do cuidar.

Então, é de muita importância esse cuidar, que se fale, que se aconchegue com o bebê, que se procure orientação de um pediatra para os melhores cuidados. O amamentar é essa transição daquilo que ele recebia do útero, para o que ele vai precisar fora do útero. E assim a gente pode construir uma vida muito unida e muito saudável, com vínculos com aquele que é o melhor investimento que podemos ter na vida, o nosso filho. Eu agradeço a atenção de vocês e espero que estejam conosco na próxima coluna Pequenas Conversas.

Até lá!