Olá! Que bom ter vocês com a gente na nossa coluna Pequenas Conversas, onde falamos de uma fase maravilhosa do ser humano que passa. E não volta, né? Muitos pensam como eu, na idade adulta: “Nossa, eu era feliz e não sabia.” Não sei.
A ideia é que seja sempre uma continuidade. Então, quando falamos da infância e adolescência, falamos de uma base para a vida, que serve de formação da personalidade de uma criança que depois vai ser adolescente e, na idade adulta, vai poder fazer alguns upgrades. Mas a base está lá. Por isso a importância, que hoje já se sabe, do bem-cuidar, da orientação, da presença de pai e mãe, de figuras maternas e paternas que possam cuidar, orientar e dar bons exemplos.
Fala-se muito da adolescência como um período difícil. Não precisaria ser. É um período de transição, com certeza: a transição desse mundo da fantasia para o mundo adulto, onde muitas questões vão surgir.
Por isso, hoje até se diz: “Poxa, um adolescente de 14, 15 anos é bipolar.” De jeito nenhum. Não se aplicaria um diagnóstico de transtorno mental quando se tem, na adolescência, uma característica básica: as alterações de humor.
A intensidade — e que bom poder ter essa intensidade — vai do muito feliz quando algo dá certo à tristeza profunda quando algum desejo desse adolescente é frustrado, ou quando ele não alcança o sucesso que esperava, ou o sucesso que a família deseja dele. E isso nós temos que entender. Nem sempre um adolescente vai conseguir dar conta do que seu pai e sua mãe desejam.
E o que desejamos? Acho que essa é uma boa pergunta. O que desejamos para os nossos filhos? O que desejamos que esse jovem, que está em transição, possa vir a ser?
Com certeza, uma base já foi construída na infância. Mas, nesse momento, queremos que ele seja ótimo nos estudos? Sim. Isso vai favorecer sua profissão e seu futuro. Mas será que só isso?
Podemos desejar muito que ele encontre um lugar onde se realize como pessoa. Um lugar onde possa escolher uma profissão de que goste e tenha prazer em exercê-la todos os dias da vida.
Podemos ajudá-lo a escolher companhias que façam o bem, que sejam saudáveis e que permaneçam como boas influências ao longo da vida.
Vamos refletir sobre isso na coluna de hoje? O que queremos para os nossos filhos? O que desejamos para o futuro deles? Não apenas para hoje.
Eu agradeço a atenção de vocês e espero todos na próxima coluna Pequenas Conversas.
