Olá, bem-vindos à nossa coluna Pequenas Conversas.
E nesse mês estamos falando sobre adolescência. Falamos do desenvolvimento, desse tempo de preparo para a vida adulta, mas um tempo muito intenso, onde, num mundo globalizado, através da internet e de todas as mídias sociais, temos influências muito maiores do que, provavelmente, os pais desses adolescentes tiveram em sua infância e adolescência.
Uma delas são, hoje, as gírias. Sempre existiu. As gírias sempre fizeram parte da linguagem, não só da criança, mas principalmente do adolescente e do mundo adulto.
Tínhamos muitas gírias regionais. Então, mesmo num país tão grande como o Brasil, temos gírias próprias de cada região, que fazem parte do linguajar local.
Mas, hoje, a adolescência foi invadida por gírias que vêm, na maioria das vezes, dos jogos. Gírias estranhas, porque são misturas do inglês com o português, querendo ter algum significado. São muito usadas em várias escolas e entre os adolescentes. Quanto maior o acesso aos jogos e ao mundo virtual, mais populares elas se tornam.
Algumas até interessantes, como “farmar a aura”, que seria, no videogame, descrever quando alguém constrói algo que lhe dá mais valor.
Então, o melhor valor que um adolescente pode ter é o que a família lhe oferece. Isso precisamos ter como certo. Por isso, é importante estimular esse adolescente, reconhecer os esforços que ele faz para satisfazer tanto o desejo dos pais, na aprendizagem e no comportamento, quanto os próprios objetivos.
Temos outras expressões que vêm da língua inglesa ou dos filmes, como “coringar”, que seria surtar. Ou até adolescentes que vivem num mundo da fantasia, imaginando que o sucesso vai cair do céu e que não existe nenhum esforço capaz de mudar isso.
Ao contrário, existe o “delulu”, expressão usada para definir a pessoa iludida, que cria um mundo à parte.
Assim, diante dessa linguagem, seria muito importante que, quando o adolescente vier com uma expressão como essa, vocês, pais e professores, procurem conhecê-la. E, se não souberem, perguntem: “O que você quer dizer com isso?”
Nem sempre eles sabem exatamente o significado; muitas vezes apenas usam porque está na moda. Mas o melhor caminho é sempre procurar entender que recado eles querem nos dar e que mensagem está circulando entre eles.
Eu agradeço a atenção de vocês e espero todos na próxima coluna Pequenas Conversas. Compartilhem esse conteúdo, porque é muito bom quando conseguimos compreender a adolescência e servir de suporte para que esse desenvolvimento aconteça da melhor forma possível.
Até breve.
