Olá, bem-vindos à nossa coluna Pequenas Conversas, onde falamos de crianças, adolescentes, o seu cuidar e essa maravilha de mundo que é o desenvolvimento infantil e, depois, da adolescência.
Vamos falar neste mês um pouco mais da adolescência, um período que muitos chegam a chamar de “aborrecência”. Mas, como médica, pediatra e psicanalista, posso dizer que esse período não precisa ser aborrecedor. Pelo contrário: é importante que todos o entendam como uma fase de transição, e uma transição muito importante que, há tempos atrás, nem existia.
Passava-se da infância e meninas e meninos de 12, 13 anos já eram colocados para trabalhar e assumir responsabilidades da vida adulta. Hoje, felizmente, reconhecemos que o ser humano precisa dessa transição entre o mundo infantil, fantasioso, em que a criança é cuidada — e deveria ser cuidada e protegida o tempo todo — e um novo mundo, em que será necessário aprender a se defender e a fazer escolhas.
Como é difícil para um adolescente ter que escolher, por exemplo, aos 16 ou 17 anos, uma profissão.
Precisamos compreender essa fase para que possamos transformar, aos poucos, aquele cuidar, influenciar e determinar as ações da criança como forma de proteção e ensino em algo mais leve: um processo de construção da autonomia, da capacidade de tomar decisões e do senso de proteção e cuidado consigo mesmo.
Assim, não impedimos que essa criança, que agora se transforma em adolescente, desenvolva seus desejos saudáveis, seus projetos de vida e até mesmo enfrente com acolhimento a insegurança, que faz parte do desenvolvimento.
Sou Luci Pfeiffer, médica pediatra e psicanalista, e aguardo vocês na próxima coluna Pequenas Conversas, uma parceria da Rede AERP de Notícias e do DEDICA.
Até lá!
Pequenas Conversas
Uma parceria da Rede AERP de Notícias e do programa DEDICA de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.
