Olá, bem-vindos à nossa coluna Pequenas Conversas.
Vamos continuar a conversa sobre esse bebê que nasce, mas ainda não está pronto para a vida e que, com os nossos estímulos, vai aprendendo. Um neurônio faz uma sinapse, uma ligação com outro. Por esse motivo, primeiro ensinamos o básico e com o tempo ele vai também coordenando os seus movimentos. Com dois meses, ele descobre a mão; com três ou quatro meses, ele é capaz de usar a mãozinha, depois descobre o pé. Somente depois de descobrir o pé, é que ele é capaz de sentar, pois agora ele tem a imagem corporal completa.
E nós, os adultos responsáveis e cuidadores, é que podemos facilitar em muito esse aprendizado e até cuidar para não rotularmos o bebê. “Ah, ele é chorão”, “ah, ele é irritado”, “ele é igual o pai ou igual a mãe ou igual o irmão”. Não, ele ainda não está pronto, ele vai reagir aos estímulos que ele recebe.
O bom cuidar não pode ser excessivo. Como aquele bebê que não desgruda do corpo da mãe. Ele tem que ter aquele momento em que é aconchegado, alimentado, amamentado… momentos em que ele vai ficar no bercinho e que o choro não vai significar necessariamente uma dor ou sofrimento.
Com o tempo é muito interessante que além das mães, os pais também cuidem do bebê. Isso é importantíssimo. O pai não vai ajudar a mãe a cuidar do bebê, mas sim fazer sua parte. Quando isso acontece, temos relacionamentos maravilhosos de filhos com seus pais.
Então, com o tempo, o choro vai sendo traduzido e isso vai criando no bebê uma noção. Acho que ele está com fome, acho que ele está molhadinho, acho que precisa trocar roupa, acho que ele quer um colinho. E assim vamos ensinando esse bebê a seguir a vida.
Até que ele vai aprendendo com os que cuidam e com o seu meio, especialmente pelo espelhamento, é o que ele vê como ele vai se comportar consigo mesmo e com o outro. Precisamos dar valor aos nossos bebês para que eles se valorizem. Precisamos dar o carinho para que eles sejam carinhosos. A todo momento, nós estamos ensinando alguma coisa a ele.
Precisamos, também, dar segurança e proteção sem que isso seja excessivo para que ele possa crescer e seguir a vida.
Eu agradeço a atenção de vocês e espero que estejam com a gente na próxima coluna Pequenas Conversas.
