Olá, bem-vindos à nossa coluna Pequenas Conversas, um espaço muito especial para conversarmos sobre o cuidar, o proteger, o bem-educar e o bem-ensinar uma criança e um adolescente.
Sou Luci Pfeiffer, médica pediatra e psicanalista, e convido vocês a refletirem sobre um tema que está cada vez mais presente em nossos lares, em nossas famílias e na vida das crianças: o uso da internet e das redes sociais.
Existe um movimento internacional que busca impedir que crianças e adolescentes mais jovens participem de redes sociais, especialmente em países que possuem uma forte cultura de proteção à infância. Isso acontece porque já foi constatado, em diversos países e também no Brasil, que o acesso livre à internet, mesmo quando supervisionado por pessoas sem conhecimento específico, pode expor crianças e adolescentes a diversos riscos.
Na maioria das vezes, pais e responsáveis não conhecem todos os caminhos pelos quais pessoas mal-intencionadas podem alcançar uma criança ou um adolescente dentro do ambiente virtual.
Por isso, a orientação é clara: crianças não devem utilizar redes sociais. Se quiserem jogar jogos online, é fundamental que nunca joguem com pessoas desconhecidas. Também é importante que os responsáveis escolham cuidadosamente quais jogos serão utilizados, pois até mesmo os mais populares podem permitir que um estranho se aproxime, fingindo ser outra criança ou alguém confiável.
Essas pessoas podem praticar assédio, incentivar comportamentos de ódio e violência ou até induzir crianças e adolescentes à autoagressão e a mudanças prejudiciais de comportamento.
A internet trouxe inúmeros avanços para a sociedade, mas também possui um lado extremamente perigoso, ocupado por pessoas cruéis e perversas que, muitas vezes, buscam apenas vantagens financeiras utilizando informações que crianças e adolescentes compartilham de forma inocente.
Por isso, o uso da internet deve ser sempre supervisionado.
Até os 12 anos de idade, uma criança nunca deveria ter acesso livre à internet. O ideal é que o computador fique em um ambiente comum da casa, como a sala, onde todos possam acompanhar o que está sendo feito.
Mais importante do que qualquer conteúdo disponível na internet é o aprendizado que vem da família e da escola. O ensinamento principal deve vir dos pais, das mães e dos educadores, e não de um universo com bilhões de pessoas, onde não sabemos quem poderá se aproximar de uma criança ou de um adolescente.
Crianças precisam de cuidado em todos os ambientes: no mundo real e também no mundo virtual.
Agradeço a companhia de vocês em mais uma edição da coluna Pequenas Conversas e espero encontrá-los novamente na próxima semana, com um novo tema.
Até lá!
Pequenas Conversas é uma parceria entre a Rede AERP de Notícias e o Programa DEDICA, de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.
