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Olá, que bom que vocês estão com a gente na nossa coluna Pequenas Conversas. Hoje falamos de infância e adolescência e hoje vamos falar de um assunto sério que se comenta em maio, mas que não deveria ser somente um assunto do mês de maio, do mês onde se fala da violência sexual na infância e adolescência. Assunto sério, mas infelizmente existente em todos os lugares do mundo.

Ainda a infância é esse lugar frágil e desprotegido para muitas crianças. E o que nós temos que saber sobre isso? Que a criança nasce sem instrumentos para entender o que é certo e o que é errado. Inclusive somos nós que, com o desenvolvimento, vamos dizer para ela que existem partes do corpo que não se tocam, que um outro não pode tocar, que existem partes do corpo que chamamos de íntimas e, a partir daí, que ela não deveria aceitar brincadeiras que envolvessem toques ou qualquer outro tipo de manipulação de partes íntimas.

Na infância, na maioria dos casos, a violência sexual começa infelizmente por pessoas próximas, na maioria das vezes dentro de casa, e num assédio progressivo que faz com que aquela criancinha possa pensar que são formas de carinho. Então temos que proteger os pequenos. A gente ensina, sem que isso seja um apavoramento, como uma coisa natural da vida.

Cuidamos dos olhos porque eles são frágeis, cuidamos da pele porque, se não cuidamos, ela pode ter infecções, cuidamos das partes íntimas e isso precisa ser ensinado desde muito pequeno. Da mesma forma, nunca podemos deixar crianças sob cuidados estranhos e, mesmo das pessoas próximas, temos que saber muito bem como elas são capazes de cuidar e proteger daquele que é o nosso tesouro: nosso filho, a nossa filha, os alunos.

É importante prestar atenção se existem assédios, se existem carinhos que causam desconforto, se existe uma fixação naquela criança ou adolescente, para estarmos alertas e podermos proteger.

Lembre: violência sexual nunca foi uma forma de carinho, nunca foi uma forma de atenção, mas existe em todas as classes sociais, em todas as classes culturais e em todo o mundo pela fragilidade da infância.

Eu agradeço a atenção de vocês e quem sabe vocês possam discutir esses temas com os que são próximos.

Até a próxima coluna Pequenas Conversas.

Pequenas Conversas

Uma parceria da Rede AERP de Notícias e o programa DEDICA de defesa dos direitos da criança e do adolescente.