Olá, que bom ter vocês com a gente na nossa coluna Pequenas Conversas.
Falamos da infância e adolescência e, neste mês de maio, falamos de proteção, de cuidado. Poderíamos conversar um pouco sobre toda essa violência que atinge a infância e também as mulheres. A misoginia é isso: tratar uma mulher, o sexo feminino, como algo inferior ou como algo a ser manipulado, desconsiderando sua consciência, sua autonomia. É pensar, como há séculos atrás, que uma mulher serviria apenas para cuidar da casa, para o trabalho doméstico e que seria uma pessoa de menor valor.
É claro que, em tempos de guerra, a fragilidade física de um corpo feminino era usada como justificativa para esse pensamento. Mas era sempre para as mulheres que aqueles homens da guerra voltavam.
A misoginia, a violência doméstica e a violência contra a mulher também atingem os filhos, porque não existe como ser testemunha de uma violência sem ser violentado. Ela não começa na idade adulta. Precisamos pensar no que aconteceu durante a educação dessa criança que tornou esse ser humano capaz de maltratar outra pessoa, especialmente alguém mais vulnerável, muitas vezes a mulher que é mãe dos seus filhos.
Vamos refletir sobre como estamos ensinando os nossos meninos e, ao mesmo tempo, como estamos ensinando as nossas meninas a se afastarem de pessoas violentas, a não acreditarem que o ciúme é uma forma de amor ou que a possessividade significa ser especial para alguém.
Em casa e na escola, precisamos cultivar esses valores. Tanto o homem quanto a mulher, tanto o menino quanto a menina, merecem respeito. E isso também se ensina.
Eu agradeço a atenção de vocês e espero que estejam com a gente na nossa próxima coluna Pequenas Conversas.
Até lá!
Pequenas Conversas é uma parceria da Rede AERP de Notícias com o Programa DEDICA, de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.
