Olá, bem-vindos à nossa coluna Pequenas Conversas, onde falamos sobre crianças e adolescentes, a criança que vocês adultos já foram e que guardam dentro de si as memórias do bem e do mal que aconteceu, e as crianças e adolescentes que vocês têm à sua volta.
Pequenas Conversas é uma parceria do Programa DEDICA de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Rede AERP de Notícias.
Falamos, então, desses pequenos que temos dentro de nós, em nossas memórias, e como seria bom podermos ver o que realmente foi construtivo na nossa infância, o que realmente foi acertado por nossos pais, para que possamos reproduzir com aqueles que dependem de nós, e também refletir sobre o que não foi bom.
Falamos, em outra coluna, dos bons valores. Nenhuma criança nasce pronta para a vida, sabendo o que é certo e o que é errado. Desde muito pequena, quando chora — seu único meio de comunicação ao nascer e nas primeiras semanas de vida — ela está expressando uma necessidade que nem ela mesma sabe identificar.
Somos nós que vamos interpretar: “Acho que você está com fome”, “Acho que sua fralda está molhada”, “Acho que você precisa de aconchego”. E é extremamente importante que possamos ter esse olhar.
Uma criança não nasce teimosa, não nasce chorona, não nasce para sofrer. Ela nasce precisando aprender a viver no mundo ao seu redor. E esse aprendizado acontece pelo ensino e pelo exemplo. Por isso as rotinas são importantes. Por isso a fala pode ser mansa.
Nenhuma criança que escuta e compreende precisa de um grito para obedecer. E essa obediência depende daquilo que ensinamos.
Hoje vemos muitos diagnósticos de transtorno opositório. E talvez devêssemos nos perguntar: ela está se opondo a quê? Eu ensinei de forma coerente o que é certo e o que é errado? Ou digo uma coisa e faço outra?
O espelhamento é uma das maiores formas de aprendizagem para uma criança. Inclusive das atitudes entre aqueles que cuidam dela. Por exemplo, atitudes gentis e educadas entre pai e mãe. Ou atitudes grosseiras e até violentas. Ela tende a reproduzir aquilo que vê, porque entende que esse é o padrão de relacionamento e convivência.
Por isso, é tão importante analisarmos qual mundo estamos oferecendo às nossas crianças. E, a partir dessa reflexão, construirmos a melhor forma de ensinar e orientar crianças e adolescentes.
Eu agradeço a atenção de vocês e espero que nos acompanhem na próxima coluna Pequenas Conversas. Até lá.
Pequenas Conversas
Uma parceria da Rede AERP de Notícias e do Programa DEDICA de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.
