Olá, bem-vindos à nossa coluna Pequenas Conversas.
Estamos conversando, nessas semanas, sobre a adolescência, esse período tão importante de aperfeiçoamento do que se aprendeu na infância. É uma fase de questionamentos para que esse adolescente não seja um clone de pai e mãe, mas possa desenvolver uma visão expandida do mundo. Por isso, ele procura os grupos, o que é algo muito normal. E, quando teve uma infância bem cuidada e bem-sucedida, a tendência é que busque grupos saudáveis.
Ao mesmo tempo, temos algo que é próprio da adolescência. Se pensarmos no nosso cérebro em desenvolvimento, veremos que existe uma característica muito marcante: o lobo frontal ainda não está completamente desenvolvido.
Essa região do cérebro, localizada na parte da frente da cabeça, é responsável pelas reações, pelos sentimentos e pelo controle dos impulsos. Na adolescência, ela ainda está em processo de amadurecimento. Por isso, não apenas por influência da moda atual, observamos comportamentos de muita impulsividade. Diante de uma ação, costuma surgir rapidamente uma reação.
Isso não é o ideal, nem para o adolescente, nem para o adulto. Mas o adolescente está aprendendo e construindo instrumentos psíquicos para lidar tanto com situações positivas, quanto negativas.
É claro que essa reação também depende do que foi aprendido em casa, daquilo que esse adolescente viu durante a infância como algo normal. Famílias com comportamentos explosivos têm mais chances de formar crianças que se transformarão em adolescentes também explosivos. Por isso, a importância do nosso exemplo.
O imediatismo, a impulsividade e as mudanças de humor fazem parte não apenas da adolescência, mas, especialmente, de um processo de maturação neurológica, que continua acontecendo até o final dessa fase da vida.
Por isso, é importante compreender essa evolução, aceitar e acolher as reações, mas também questionar: “Será que você precisava ter reagido dessa forma, sem pensar? Não seria melhor pensar antes de agir?”
Essas são orientações muito valiosas que podemos transmitir aos nossos adolescentes, meninos e meninas.
Eu deixo esse recado para vocês, esperando que estejam com a gente na próxima coluna Pequenas Conversas.
Até lá!
